Laravel 5 do começo ao fim [parte 1]

Laravel 5 do começo ao fim [parte 1]

18/02/2015 Jonathan André Schweder 5 min de leitura

Mostrarei a seguir um breve tutorial sobre o Laravel, um dos frameworks mais usados atualmente para PHP, com o lançamento do Laravel 5 houve algumas mudanças, e algumas delas você verá a seguir.

Instalação

Composer

Inicialmente caso já não o tenha, faça a instalação do composer, o composer é um controlador de dependências, o laravel assim como a maioria dos frameworks atuais o utilizam, o site do composer que pode ser acessado por este link mostra como fazer a instalação.

Criando um novo projeto

O comando abaixo criará um projeto novo do laravel 5 usando o composer e fará a instalação das dependências:

composer create-project laravel/laravel --prefer-dist

Uma vez instalado você verá uma lista de pastas, abaixo coloco uma breve descrição do que existe em cada uma:

app/ Diretório dos arquivos da sua aplicação

bootstrap/ Arquivos de inicialização, são chamados em cada requisição ao servidor

config/ Arquivos de configuração como banco de dados, serviços, etc.

database/ Aqui existem basicamente duas pastas,  “migrations” que guardam os arquivos que fazem as alterações na estrutura do banco, como nome das tabelas, colunas, etc, e “seeds” que seriam arquivos e classes que geram registros no banco de dados, seja para testes ou para possuir informações iniciais de utilização.

public/ São os arquivos públicos do sistema, normalmente é aqui que são colocados os arquivos de imagens, CSS e JS.

resources/ Arquivos de recursos como bibliotecas JS e CSS, arquivos com arrays de traduções de mensagens, normalmente usados numa aplicação multilinguagem e as próprias views do sistema.

storage/ Arquivos de cache, sessões (quando usado armazenamento em arquivo), views compiladas e logs.

tests/ Arquivos de testes do sistema.

vendor/ pasta criada pelo composer para controle e versionamento de bibliotecas.

Configuração

Banco de Dados

O arquivo de configuração de banco de dados está na pasta config/database.php, abrindo esse arquivo você perceberá que ele basicamente retorna um array, o laravel permite a utilização de vários bancos, você pode se conectar e utilizar diferentes conexões para diferentes bancos, inclusive mais de uma, porém para esse tutorial utilizarei apenas o banco mysql, que inclusive vem configurado por padrão.

Neste ponto já se percebe uma mudança de versões anteriores do laravel, os valores de host, database, username, password estão vindo de variáveis de ambiente, isto permite uma maior flexibilidade, pois você pode ter diferentes valores para produção e teste, estas variáveis são carregadas a partir do arquivo “.env” que está localizado na raiz do projeto, apenas observando que no linux todo arquivo que inicia com “.” fica oculto, então se por acaso o arquivo não estiver aparecendo vá ao terminal e na raiz do projeto e execute um “nano .env” que se abrirá o arquivo no nano para edição.

Altere as informações do arquivo .env com as informações do seu banco.

Artisan

O Laravel utiliza o artisan como programa de linha de comando para execução de algumas tarefas digitando o comando abaixo na raiz do projeto você verá diversos comandos possíveis e uma breve explicação do que cada um faz.

php artisan list

A maioria dos comandos é quase autoexplicativa mas não entrarei em grandes detalhes nesse tutorial, como fizemos a configuração do banco de dados no item anterior podemos verificar a instalação com o comando abaixo.

php artisan migrate:install

Este comando criará uma tabela no banco chamada“migrations” que o laravel utiliza para verificar quais migrações foram executadas e quais não, apenas deixando mais claro, na prática uma migração é um arquivo que fica localizado em database/migrations e faz alterações no banco, como criar e alterar tabelas, mudar nomes de bancos, etc, e isto vale para qualquer banco que o laravel tem suporte, você pode por exemplo recriar toda a estrutura do seu banco ou até mesmo atualizá-la de maneira automática, podendo também regredir essas alterações, pois cada migration tem basicamente dois métodos, up e down, que como o nome sugere, o primeiro realiza as alterações e o segundo desfaz, apesar disso ser responsabilidade do programador considero como algo bastante útil quando se está trabalhando com bases em produção pois você conseguirá criar pacotes de atualização e caso ocorra qualquer problema podes desfaze-las.

Após executar o comando a mensagem “Migration table created successfully” deve ser exibida, do contrário, possivelmente algum parâmetro foi passado errado no arquivo “.env.

O Laravel 5 em especial já vem sua parte de autenticação pré-criada, mas para utilizá-la precisamos migrar o servidor para que as tabelas sejam criadas com o seguinte comando:

php artisan migrate

Com isso aparecerá no terminal que duas migrações foram instaladas, a create_users_tables que cria a tabela de usuários, e a create_password_resets_table que cria a tabela de reset de senhas.

Com isso podemos executar o comando seguinte para iniciar o servidor de testes do php por um atalho do artisan

php artisan serve

Acessando o endereço http://localhost:8000, aparecerá a página de bem-vindo do laravel, escrito Laravel 5 num tom quase branco, horrível e de muito mal gosto por sinal, e entrando no endereço http://localhost:8000/home, aparecerá a tela de login e registro padrão, algo que provavelmente você perderia um bom tempo em outros frameworks, vem pronto para ser utilizado aqui.

Bem pessoal, essa foi a primeira parte do tutorial sobre laravel, aguarde a próxima parte e comentem caso tenham gostado, vlws o/.